CASTING FANTASMA / CAPITÃO AMERICA E SUA PATOTA

Um dos símbolos máximo dos Estados Unidos nos quadrinhos sempre foi o Capitão América, porém ele nunca esteve sozinho em sua luta contra os nazistas, terroristas e vilões em geral. Confesso que, no inicio, justamente por ele representar o ideal do patriotismo, eu não gostava de suas historias, porém, o personagem começou a evoluir e ganhar uma nova perspectiva. O Super Soldado começa a ver seu país subvertendo seus valores, entrando em guerras sem sentido tomando decisões de interesses escusos e em razão disto, abandona sua ingenuidade patriótica e muda seu pensamento .  Desta forma, o soldado tornou-se algo interessante de ler, deixando de ser apenas um herói para tornar-se um símbolo.

——————————————-X——————————————-

Não gosto do Cris Evans, não somente pela sua má interpretação no filme do Capitão, mas principalmente porque ele não me passa a imagem que precisa ter para interpretá-lo. Pra mim o Capitão tem que passar uma imagem de homem forte, corajoso e confiante. Aquele tipo de sujeito que se ele der uma ordem, você não questiona, você obedece. E seu porte físico tem que passar isso também  Jason Lewis me passa esta imagem, muito mais que o “Cris”, não teve trabalhos significativos, mas com certeza interpreta melhor que o Evans.

Hugo Weaving ficou legal no filme e é um puta ator, merece ficar.

Soldado Invernal foi um dos Bucks. Explodiu junto com o Steve sendo dado como morto. Porem, ninguém morre nos quadrinhos, ou quase ninguém. Os soldadinhos encontram o corpo do moleque que é “revivido” por um russo, que reprograma a mente dele e o transforma em um assassino. Matthew Bomer tem a idade ideal, pois um Buck não pode ser mais velho que o Capitão e nem parecer babaca frente este universo.

Ossos Cruzados era um capanga do Caveira Vermelha que se destacou pela quantidade de erros que cometeu ao tentar ferrar com a vida do Capitão. The Rock é um bom ator e é forte pra caralho, ou seja, encaixa bem no papel.

Sharon é uma gostosa agente da S.H.I.E.L.D. chamada de Agente 13 e foi peguete do Capitão América por um tempo, Chegou a morrer, mas na verdade era parte de um plano do safadinho do Nick Fury para mandá-la em uma missão secreta. Nesta missão a loira se fode e fica para trás  unindo-se ao inimigo, o famoso Caveira Vermelha, assim, retorna ao USA e sai na porrada com o América que a convence que estava no caminho errado. Ali Larter esteve no seriado Heroes, não que isso seja um bom currículo, muito pelo contrário, porém ela passa a imagem de mulher forte, além de ser gostosa pra caralho.

O Falcão surgiu como coadjuvante nas HQs de “Capitão América”, era o parceiro negão do herói. Ele tem o poder de manter um link telepático com os passarinhos, e no próximo  filme do Capitão que será lançado, o personagem aparecerá. Porém, na minha versão o Jimmy Jean-Louis tem o perfil ideal para encarnar o herói.

A Peggy foi a namorada do herói durante a 2ª Guerra Mundial, quando também era chamada de “Agente 13”, assim como sua sobrinha que mais tarde também foi chamada assim. Depois de velha virou uma agente da S.H.I.E.L.D. O fato é que o Capitão não perdoa a família Carter, ele pega TODO MUNDO, mas somente quando são novinhas. Helen Mirren é uma ótima atriz, e na minha versão do filme do maluco soldadinho, ela encaixaria perfeitamente.

Casal Finch assume Mulher-Maravilha

Saudações tripulantes feministas!

Tudo acaba. Os fãs de Brian Azarello vão perder sua versão da Mulher-Maravilha, mas ganharão uma versão mais conectada com a Liga da Justiça.

Os novos responsáveis pelo título são David e Meredith Finch.  Esposa de David, Meredith assumirá seu primeiro título importante como roteirista e pretende fazer uma Diana mais incerta e cheia de dúvidas que nem sempre sabe o que fazer, mas tenta sempre se superar.  Além de não ter todas as respostas, a nova Mulher-Maravilha não só será mais feminina como pensará como uma mulher pela primeira vez em muito tempo. A roteirista brinca dizendo que feminilidade é algo que só uma roteirista mulher poderia trazer para a personagem.

David diz que apesar de feminina ela não será uma feminista, afirmação que acabou criando uma pequena polêmica, afinal, segundo Kristy Guevara-Flanagan, a criadora do filme Wonder Women! The Untold Story of American Superheroines, afirmou que retirar este elemento da personagem a descaracterizaria tanto quanto se tirassem a Kriptonita do Superman. A personagem é um exemplo para as feministas do mundo todo e isso é inegável.Meredith deu uma emendada no comentário do marido deixando claro que ela terá controle maior do roteiro, afinal, como mulher ela entende muito bem a história da personagem e seu legado feminista.

Resta saber se ela é boa roteirista ou se só vai colocar palavrinhas na boca da personagem depois que seu marido criar imagens bombásticas de mulheres gostosas combatendo o que tiver pela frente.

Cafezinho na Nave / O mundo colorido de Cris Peter

A Cris nasceu em Porto Alegre em 15 de Junho de 1983, graduada em Publicidade e Propaganda pela PUC-RS, trabalha com editoras como Dark Horse, DC Comics e Marvel Comics e já coloriu personagens como Superman, Batman, Justiceiro, Capitão América, Quarteto Fantástico, X-men, entre outros. Foi indicada ao Eisner Awards por seu trabalho com a  graphic novel “Casanova”, dos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon e em 2012, e fez as cores da arte de Danilo Beyruth na primeira Graphic MSP da Maurício de Sousa Produções: “Astronauta: Magnetar” (resenhada pelo Cleverson aqui).

Cris, explica um pouco sobre o seu trabalho. Em que parte da produção você entra?

Oi! Então, eu sou a penúltima pessoa a colocar as “mãos” na revista antes de ela ir para a gráfica. Primeiro o roteirista cria a história, depois o desenhista (que pode ser dois: um que esboça o lápis e outro que cuida da arte-final a caneta/nankin) sequencia e produz a ilustração das páginas, depois vem o colorista (eu!) pra dar mais vida e dimenção ao desenho e, por último, o pessoal dos balões na fase de letreiramento. Essa linha de produção com a equipe tão dividida é mais um modelo norte-americano, pois lá a produção de quadrinhos é muito mais insana do que aqui no Brasil. Lá são vários títulos mensais.

Como você descobriu seu talento para as cores?

Primeiramente eu coloria porque achava divertido. Sempre gostei de livros de colorir quando era criança, então quando descobri o photoshop, foi amor a primeira vista. Simplesmente comecei a colorir e meus amigos começaram a me oferecer trabalhos e foram anos e anos aprendendo a lidar com as cores. Não sei se o que eu tenho é talento ou conhecimento adquirido com os anos.

Preview Casanova – AVARITIA 02, written by Matt Fraction, with art by Gabriel Bá, colors by Cris Peter

Você se imagina fazendo outra coisa?

Claro que sim! hahaha! Desculpa, mas é verdade mesmo. Me imagino fazendo várias coisas diferentes disso, mas não tenho interesse, na verdade. Gosto do mercado onde estou inserida, e gosto da possibildade de, de vez em quando, dar uma fugida disso e participar de uma produção de vídeo, ou de uma peça de teatro, enfim. O maravilhoso desse meu trabalho é justamente o fato de ele não me prender. Posso fazer o que eu quiser pra quebrar a rotina, como por exemplo, escrever um livro.

Astonishing X-Men #62 Roteiro por Marjorie Liu Arte por Gabriel Walta Cores Cris Peter

Qual a sua maior satisfação com este trabalho?

Receber o feedback das pessoas que percebem o meu trabalho. Acho muito legal a resposta do pessoal. Ha pouco tempo atrás, muita gente não sabia que a minha profissão existia, hoje o pessoal está mais por dentro e é muito legal ver que a galera se interessa pelo meu trabalho.

Se alguem quiser ser colorista/color artist, por onde começar?

Comece praticando. Não é fácil ser colorista. Você olha o trabalho de alguns coloristas estabelecidos por aí e pode até pensar “credo! Que trabalho tosco! EU posso fazer isso”. Só que para chegar a ter uma chance com um editor seu trabalho tem de ser mais do que perfeito. Provavelmente o colorista tosco que está colorindo essa revista que você viu deve ser muito melhor, só que os prazos apertados acabam estragando a qualidade do trabalho dele. Então o primeiro passo é escolher um software e praticar, pedir opiniões, ver referências, etc. Deixe seu trabalho perfeito, eventualmente algum contato seu no facebook, ou no Deviant Art vai te descobrir.

Quem você admira na sua área? Que artistas ou trabalhos te inspiram?

aiiii… todo mundo me faz essa pergunta e eu nunca sei responder ela direito. hahahahaha Na verdade eu não tenho muitos favoritos. Eu gosto de misturar estilos, pesquisar não só quadrinhos, mas também fotos e ilustrações. Sempre depende muito da inspiração que estou buscando. O Dave Stewart vai ser pra sempre meu colorista mestre, mas minhas influencias são tão mistas que nem tenho como citá-las.

Dave Stewart – Joe the Barbarian

Como é o mercado de trabalho?

É difícil. Existem muitos coloristas, e cada um consegue pegar mais de uma revista para fazer mensalmente, então para entrar no meio é necessário muita persistência e contatos. Mesmo com um talento nato, é difícil. Seu trabalho pode ser lindo, mas se eles não tem revistas pra te oferecer, você não vai conseguir entrar. É necessário entrar em contato com um editor na hora certa.

Preview Daken Dark Wolverine 10, written by Rob Williams, with art by Giuseppe Camuncoli, colors by Cris Peter

Soubemos que você está escrevendo um livro. Conte um pouco sobre este projeto.

Sim! Finalmente! É um sonho antigo esse de escrever. Acho que é um sonho que tenho desde os meus 15 anos. Claro, meu sonho maior é o de escrever minhas histórias, mas como percebi o interesse do pessoal quando eu escrevia no meu blog ou no portal Rio ComicCon a respeito de cores, resolvi começar com esse livro teórico. Já escrevi minha monografia para a faculdade a respeito de cores nos quadrinhos, então quero fazer uma espécie de sequência dela, com uma linguagem bem mais divertida. Sem aquelas chatices de ABNT e aquele monte de regrinhas que não fazem sentido pra mim.

Acho que posso transmitir um ponto de vista diferente sobre o uso das cores. Como nunca achei muitos livros específicos sobre minha profissão, acabei estudando aqueles que existiam para as várias outras áreas e fiz um mash-up, aproveitando tudo o que eu podia. Acho que agora está na hora de fazer um livro sobre cor GERAL.

Algumas pessoas acharam o livro caro. Você pode nos detalhar um pouco sobre o processo de criação e o diferencial necessário nos materiais que você escolheu para a obra? Ahhh. Pois é… essas pessoas não entenderam o Catarse. O catarse NÃO VENDE O MEU LIVRO. Você está contribuindo como um investidor, e, dependendo do valor, você ganha um prêmio, e um desses prêmios é o livro físico. Aquele valor ali NÃO É O VALOR DO LIVRO, É O VALOR DA CONTRIBUIÇÃO.

Você pode doar 10 reais e depois comprar o livro em uma livraria. A escolha é sua. É muito normal esse equívoco, pois a plataforma crowdfunding ainda é nova no Brasil.

Não se trata de venda de produto e sim de viabilização de projetos através de arrecadação coletiva. Para chegar ao valor que estou pedindo, fiz orçamentos estimados e para o valor de cada prêmio, foi calculado seu custo. Para o prêmio que envolve o livro, somei o custo estimado do livro + o pacote + o envio para qualquer localidade do Brasil. Se eu não fizer esse cálculo antes, posso acabar falindo no processo. Imprimir um livro é muito caro. Ainda mais quando ele é todo colorido e deve ter um bom acabamento para não ter alterações nas cores. Fora todo o trabalho necessário de revisão, diagramação e manutenção do envio dos prêmios. É um projeto muito difícil de montar e realizar. Quem estiver interessado, planeje MUITO BEM antes de apresentar um projeto.

Colabore com o Projeto

A ideia da Cris é um livro sobre cores que tenha todo o conteúdo de teoria das cores, porém em uma linguagem agradável e acessível. Conheça o projeto dela no Catarse e aproveite que é aniversário dela para colaborar na realização deste sonho

Cafezinho na Nave / Meninos & Dragões

Olá, Cruzadores. Convidamos um jornalista e um ilustrador, que já são figurinhas carimbadas na podosfera, para tomar um cafezinho intergaláctico na nossa nave. Você certamente já os ouviu no Papo de Gordo, um dos podcasts mais acessados da internet brasileira, mas desta vez o papo não vai ser podcast e nem gordice, aqui é menos comida e mais quadrinhos. (Dudu, beijo no coração)

Cavaleiros, princesas, dragões e . . . videogames.

De que raios eu estou falando? Da dupla responsável por “Meninos & Dragões”, obra do roteirista Lucio Luíz com arte de Flávio Soares.

“Meninos & Dragões” está concorrendo ao “Prêmio Abril de Personagens”, então resolvemos assuntar com esta dupla dinâmica para conhecer este trabalho e, claro, para angariar mais alguns votos, os seus.

Os caras

Flavio F. Soares, 39 anos, nascido em São Paulo (onde vive até hoje) diagramador, editor de arte, ilustrador, roteirista, colorista, letrista e arte-finalista de HQs, autor das Webtiras A Vida com Logan – 2 vezes indicada ao prêmio HQ Mix –, e Losties e co-autor da HQ Anaquim (em parceria com o jornalista e roteirista Marcelo Soares, para o extinto jornal MTV na Rua), e, também com Lucio Luiz, da tira As Aventuras do MorsaMan.

Portfólio: flaviosoares.com.br e flaviofsoares.deviantart.com

Lucio Luiz, 34 anos, nascido no Rio de Janeiro e morador de Nova Iguaçu desde bebezinho. Jornalista,  educador, escritor e pesquisador acadêmico nas áreas de quadrinhos e cultura participativa. Coautor das tiras “As Aventuras do MorsaMan”, com Flavio F. Soares, autor do livro “Amor, escatologia e etcetera” e podcaster do Papo de Gordo.P

Qual é a temática abordada em “Meninos e Dragões”?

Lúcio: – A história fala sobre quatro crianças que vivem no Reino de Odilon, uma terra medieval que, ao lado de cavaleiros, dragões e fadas, também conta com videogames, skate, futebol e outras “modernidades”.

Quem são os principais personagens?

Lúcio: – O personagem principal é Rodrigo, um menino inconsequente que sonha em ser cavaleiro do Reino de Odilon. Ele sempre tem ideias estapafúrdias que colocam ele e seus amigos em várias confusões. Seu melhor amigo é Tobias, filho do maior cavaleiro do Reino, mas que está muito longe de ser corajoso. Ainda temos a princesa Amanda, que prefere ficar brincando e fazendo bagunça com os meninos do que que seguir os “rituais” da corte. Por fim, a fada Carlinha, que foi apresentada na segunda história. Ela vive na Floresta Doida, onde as fadas se escondem dos humanos, mas adora ficar junto com seus amigos do Reino de Odilon.

Como surgiu a parceria?

Flávio: – Começamos a trabalhar juntos na época de As Aventuras do MorsaMan, para o Papo de Gordo. Algum tempo depois, Lucio me apareceu com alguns outros roteiros em que ele queria trabalhar (e que ainda verão a luz do dia). Algum tempo depois, nessas conversas, ele surgiu com todo o conceito de Meninos & Dragões. A minha parte se resumiu a estipular o visual dos personagens e brigar com o Lucio sobre a quantidade indecente de coisas que ele queria que acontecessem em cada quadro. (risos)

Qual foi a inspiração para a obra?

Lúcio: – Quando comecei a pensar numa ideia para personages infanto-juvenis, busquei inspiração nas centenas de crianças com as quais eu convivo em minha escola (temos crianças de 3 a 17 anos por lá). Pensei em fazer um universo em que os personagens principais fossem crianças que vivessem em um mundo de fantasia. A ideia de ter esse toque de “modernidade”, com as crianças medievais assistindo TV ou andando de bicicleta, veio do fato de que as crianças não possuem as mesmas “amarras criativas” dos adultos na hora de pensar em seus mundos fictícios: elas misturam tudo de que gostam sem se preocupar com “lógica” ou “coerência”, essas coisas chatas que os adultos cismam em colocar no meio das histórias (risos).

Como é o processo de criação do roteiro e da arte gráfica?

Lúcio: – Para bolar o roteiro, eu normalmente penso primeiro no tema da história, geralmente fazendo um resumo de um parágrafo. Vou ajustando até conseguir fazer um resumo que traga início, meio e fim da história. Em seguida, faço um resumo “por página”, com o que deve acontecer em cada parte da história para ver qual o tamanho ideal dela. Aí, parto para o roteiro propriamente dito, fazendo a divisão dos quadros, escrevendo cada cena e colocando os diálogos. Passo pro Flavio, que dá um feedback. Geralmente, ajusto algumas coisas (eu tenho a mania de colocar muito texto, o que faz o Flavio me xingar bastante) e arrumo algumas cenas para que a história flua bem.

Flávio: – Resumidamente, o Lucio me passa o roteiro. Dou uma lida, faço algumas observações, conversamos um pouco sobre isso pra deixar a história mais “redonda” e começa o trabalho de arte. Normalmente eu faço um rascunho rápido das páginas em tamanho pequeno para ir estudando angulos, tamanho de quadros, etc. Em seguida vou direto para o computador e desenho tudo no Illustrator.
Como nosso prazo para entrega das HQs estava muito apertado (e sou um desenhista lento), buscamos a ajuda de outros profissionais para letreiramento, cor e arte-final. O processo acima acabou sendo adaptado para cada HQ. A primeira foi feita desse modo digital, com Marcela Mannheimer fazendo as cores. A segunda HQ (também 100% digital), foi desenhada pelo Wanderfel (Wanderley Felipe), com arte-final minha, cores de Marcela, Doni Amorim (também responsável pelas letras) e Aikau Oliva.
As duas últimas HQs eu desenhei do modo tradicional (papel e lápis) e o Doni fez a arte-final digital e as cores. Depois, eu fiz os letreiramentos.
O processo todo ainda precisa de ajustes para fluir melhor. Mas já sabemos como é produzir um gibi de 32 páginas.

Roteiro Bruto

PÁGINA 3:

Quadro 1 – Rodrigo e Amanda conversam, falando baixinho. Ela está dando uma olhada no lado de fora, conferindo se não vem ninguém.
Rodrigo – O que você tá fazendo escondida aqui?
Amanda – Estou tentando fugir do castelo. E você vai me ajudar!

Quadro 2 – O diálogo continua (os balões podem estar ligados com o do quadro anterior). Pode ter a Amanda olhando para fora de outro ângulo.
Rodrigo – O quê? Tá maluca? Por que você quer fugir?
Amanda – Eu quero escapar de um almoço chato que me obrigaram a ir.
Rodrigo – Mas seus pais vão ficar preocupados!
Amanda – Eu deixei um bilhete no meu quarto avisando que eu volto mais tarde. Não tem problema.

Quadro 3 – Eles estão na porta, prestes a saírem no corredor. Rodrigo com uma cara de “conformado” e Amanda, decidida..
Amanda – Vem, Rodrigo. Vamos aproveitar que não tem ninguém por perto.
Rodrigo – Você que manda, princesa.

Quadro 4 – Eles se assustam com barulhos vindos do fundo do corredor.
Rodrigo – Acho que vem vindo alguém!

Quadro 5 – Rodrigo puxa Amanda pelo braço, começando a correr.
Rodrigo – Vamos por aqui!
Amanda – Mas a saída é daquele lado!
Rodrigo – Relaxa! Eu tive uma ideia!

Traço

Página finalizada

Quem mais faz parte da equipe?

Flávio: – Nossa intenção – se formos escolhidos, é claro – é trabalhar com as pessoas citadas na resposta anterior e mais alguém que possa se juntar a nós durante a caminhada.

Custa caro desenvolver HQ de forma independente? O que vocês almejam para o futuro?

Flávio: – Custa muito caro. O leitor médio não tem noção destes custos e não faz uma idéia exata de como é difícil produzir HQs no Brasil. Não é fácil manter uma revista 100% nacional em bancas com uma periodicidade mensal ou bimestral. O custo para publicar material feito nos EUA, por exemplo, é infinitamente inferior e é por isso que as editoras preferem partir para esse mercado.
Pro futuro? Dominar o mundo, é claro. E também fazer mais algumas HQs, se der tempo. (risos)

O que é o Prêmio Abril de Personagens?

Lúcio: – Esse prêmio é uma iniciativa da editora Abril para encontrar novas ideias para se tornarem gibis voltados ao público infanto-juvenil. É a segunda edição do evento (a primeira, em 2010, deu origem aos gibis “Garoto Vivo” e “UFFO – Uma Família Fora de Órbita”). O vencedor assina contrato com a Abril, que passa a publicar um gibi dos personagens.

Passe uma cantada nos nossos leitores convidando-os para conhecer e votar em “Meninos e Dragões”

Flávio: – Oi. Você vem sempre aqui? Vem? Sério? Então por que cargas d’água tu não votou na gente ainda? Hein? HEIN?

Convite aos Cruzadores

Este foi o nosso Cafezinho na Nave, espero que vocês tenham curtido conhecer um pouco do trabalho desta dupla e fica aqui o convite para sugerirem outras pessoas que sejam queridas e acessíveis para convidarmos para tomar café com a gente aqui no Cruzador Fantasma.

Agora, mostrem o #CruzadorPower (beijão, Jovem Nerd) e corram lá votar em Meninos & Dragões para podermos ter essas delicinhas em papel *-*.

Leiam e Votem

Para votar é fácil, muito fácil. Você clica no link, lê a obra e escolhe quantas estrelinhas cada estória merece, aí é só e completar o formulário que pede um tiquinho de coisas (nome, estado, cidade, idade e e-mail) e pronto. A dica é botar 5 estrelas em todas as estórias de Meninos & Dragões. Vai lá ^^.  (ah, e tome cuidado pois o posicionamento dos concorrentes na página é randômico, então nem sempre é o do meio ou o do canto, ok? )

Cafezinho na Nave / Conheça Sonia Luyten

O nosso Cafezinho na Nave de hoje é com a pioneira no estudo científico das HQs no Brasil.

Eu tive o prazer de assisti-la na Gibicon, e fui agraciada com alguns pontos dos seus quarenta anos de carreira em docência e pesquisa, estou falando da mulher que é referência e exemplo quando se fala de quadrinhos, estou falando da Sonia Luyten.

Doutora em Ciências da Comunicação, Sonia fundou o primeiro curso de Histórias em Quadrinhos do mundo, na Escola de Comunicações e Arte (ECA/USP), organizou a primeira gibiteca e mangateca do Brasil e fundou também a ABRADEMI (outrora chamada de Associação dos amigos dos mangás).

Sonia é autora de diversos livros sobre quadrinhos, mangá e cultura e é amplamente premiada por seus trabalhos.

Morou por 15 anos no exterior,  como professora convidada em universidades do Japão, Holanda e  França.

No período de 2000-2005, foi professora e Coordenadora do Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Santos e presidiu o Troféu HQ MIX de 2008 a 2011. Além disso, a presença de Sonia é atração obrigatória nos melhores eventos de quadrinhos.

Ter a oportunidade de conhecer a Sonia pessoalmente e ter um aperitivo de sua história de vida e de profissão, na Gibicon,  foi certamente um presente.

A Sonia representa os quadrinhos com mais do que paixão, seu trabalho é a expressão e o registro do desenvolvimento do pensamento científico sobre quadrinhos, reconhecida dentro e fora do país e é com grande respeito e admiração que a chamei para tomar um cafezinho com a gente.

Você gostou da Gibicon? Quais foram as atividades que você participou e quais foram suas impressões sobre a produção de conteúdo no evento?

A Gibicon #0 foi só uma amostra do que seria este evento (Gibicon #1). Classifico de excelente pelo alto nível da programação. Eu participei, enquanto mediadora de duas mesas e dei uma palestra sobre meus 40 anos de atividades como docente na área de Histórias em quadrinhos.

Como a programação de palestras e debates foi bastante intensa, participei de algumas delas.

A programação enfocou muitas áreas que eu classifico de importantes para as HQs:

 1-  Mulheres nos quadrinhos – Acredito que deva continuar nas próximas edições para dar luz e voz às desenhistas brasileiras que estão no mercado.2-  Novos rumos para a HQ nacional –Revelou para o público novos talentos e aqueles que estão dando novas contribuições no Brasil.3- Palestras autobiográficas –Achei sensacional o destaque dados às carreiras de quadrinistas, pesquisadores, dando a oportunidade do público conhecer um pouco mais fundo quem é quem no quadrinho brasileiro (e internacional) 4- Grafipar e Gibiteca –O destaque dado ao Paraná e Curitiba em termos de produção e história (como foi o caso da Graficar)5- Exposições – As exposições  foram de tirar o fôlego de tão boas, temática bem escolhida e qualidade.


7- Locais –
A escolha de dar destaque à programação em diferentes locais da cidade.6- Convidados – A equipe da  Gibicon escolheu a dedo os convidados, todos de grande gabarito,  dando muito prestígio ao evento.

O que a Gibicon representa ou pode vir a representar para os quadrinhos?

A Gibicon tem seu espaço garantido no Brasil e já faz parte do calendário de atividades de Quadrinhos no país. Ela representa mais um passo em direção a consolidação da produção de HQ no país, a valorização da pesquisa acadêmica, um olhar direcionado  através das expoisções, dando ao público específico e ao público geral os passos firmes do mercado brasileiro.

Além disso, representa muito para Curitiba e ao Paraná pois atrai gente do Brasil inteiro para  conhecer e apreciar a cidade.

Sendo pioneira no estudo científico dos quadrinhos, qual é a dica que você dá para quem pretende estudar o assunto em âmbito acadêmico?

Primeira coisa é gostar de quadrinhos. Tem  de ser uma paixão.

Depois separar este aspecto (paixão, ser fã) e colocar um olhar de pesquisador para relevar o que se está estudando.

Convencer o seu orientador (a) de que esta área é importante também é fundamental.

Pode-se ver tudo através dos quadrinhos:  História, Português, Geografia, Física, Literatura, Medicina, enfim, as HQs contam a História do  século XX e agora do Século XXI sem censura, com humor, e através disto dando uma visão  bastante aprofundada em qualquer setor do conhecimento humano.

Qual a importância da produção acadêmica focada em quadrinhos?

A pesquisa acadêmica é o filé mignon do que existe de mais novo na área, com estudo detalhado no item que o aluno(a) está trabalhando. As editoras brasileiras ainda não perceberam isto e noto que nossa linha editorial carece de ter uma visão mais ampla ao editar as teses.

Como presidente do Troféu HQMIX, abri um novo setor de premiação: teses acadêmicas sobre Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico em 3 vertentes: TCC (Trabalho de conclusão de curso), Mestrado e Doutorado. O candidato, depois de passar por suas banca examinadora em sua universidade, passa por uma comissão de Doutores e Mestres do Troféu HQMIX para uma nova avaliação sob outros pontos de vista para se  eleger como o melhor do ano.

Além disso, a produção acadêmica (que enfoca pesquisa nas HQs nacionais) estará contando em detalhes nossa história. Minha experiência de lecionar e morar em outros países (Japão, França e Holanda) além de visitar outros eventos de HQ na Europa, Asia  e Estados Unidos só comprova isto.

O mundo conhece a história dos Quadrinhos de outros países através das pesquisas feitas e a publicação em livros. Nossa bibliografia sobre HQ está começando a engatinhar e espero que com minha contribuição, batendo nesta tecla há muitos anos, seja um sonho realizado.


» Cafézinho na Nave

Sonia é autora dos livros Comunicação e Aculturação, O que é Histórias em Quadrinhos, Histórias em Quadrinhos – leitura crítica, Cultura Pop Japonesa: mangá e animê, capítulos em livros e centenas de artigos em jornais e em revistas.

A Gibicon foi também a ocasião do lançamento da 3ª edição do seu livro Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses, obra que será resenhada em breve no Cruzador Fantasma.

Bryan Cranston desconversa rumor sobre Lex Luthor

filme bryan

Parece que Bryan Cranston, a estrela de Breaking Bad, mandou uma pegadinha do Mallandro para cima dos fãs do Cuecão quando comentou que achava Lex Luthor “um cara legal”. Se vocês não lembram o comentário foi o seguinte:

Eu gosto do Lex Luthor. Eu acho que ele é mal compreendido. É um cara doce e adorável.

Agora, enquanto concedia uma entrevista falando de seu próximo filme, All the Way, onde interpretará Lyndon B. Johnson, ele acabou por acabar prematuramente com a alegria de muita gente (ou não). Durante a entrevista comentaram com o ator que ele estaria comprometido para seis filmes no papel do vilão careca, ao que ele riu abertamente.

Seis?! Isso é novidade para mim. Pelo que sabia eu estava sendo cogitado mas mais pelo simples fato de ser um careca conhecido. Mas a verdade é que qualquer um pode raspar a cabeça ou colocar o topo de uma peruca careca.

Como vimos, o rumor “sério” começou a pouco mais de um mês quando apareceram listas de quem poderia representar o papel onde tudo começou com o burburinho citando o ator Mark Strong. O entrevistador em questão ainda insistiu no assunto, perguntando se ele cogitaria conversar com Gene Hackman para pedir conselhos sobre o papel, ao que ele prontamente respondeu estar mais envolvidos em projetos que não super-heróicos.

Depois de All the Way ele dirigirá um episódio de Modern Family e então, nas palavras dele, “eu acho que vou relaxar o resto do ano. Há alguns ferros no fogo, as coisas que as pessoas estão falando, mas nada está definido.”

E agora? Temos ou não um Lex Luthor definido para o próximo Batman/Superman? O filme, estrelado por Henry Cavill e Ben Affleck

Fábulas: A Revolução dos Bichos Dica de Leitura

A Revolução dos Bichos começa com Rosa Vermelha e Branca de Neve saindo da Cidade das Fábulas para visitar A Fazenda e ver se está tudo em ordem por lá, além disso o plano por trás da viagem é Branca de Neve “deixar” sua irmã ajudar no trabalho da fazenda como forma de punição pelo fuzuê causado com sua morte forjada (Fábulas vol. 1 – Lendas no Exílio).

A Revolução dos Bichos

Enquanto João cumpre sua pena fazendo trabalho de faxineiro na cidade, a dupla de irmãs pega seu rumo para o interior, acompanhadas de Cícero, um dos Três Porquinhos.

Tão logo se aproximam da fazenda, Branca nota que alguma coisa está diferente. Sinais de coisas mundanas são encontrados nas redondezas da fazenda, algo que deveria ser impossível devido as magias ali postas. Chegando ao vilarejo da fazenda em si, Branca e Rosa encontram o lugar deserto, quase abandonado, vindo a descobrir que vários dos “animais” dali estavam reunidos no celeiro.

Quem conduzia a reunião eram os dois Porquinhos remanescentes e, segundo eles, o intuito de tudo aquilo era planejar uma retomada do mundo das Fábulas das mãos do Adversário.

No desenrolar da história acabamos descobrindo que os planos eram muito maiores e complexos que isso. As fábulas da fazenda sentiam-se cada vez mais animais, conforme viviam confinados na fazenda, proibidos de contato com o mundo dos mundanos. Não demorou para que grande parte dos seres ali se sentissem compelidos a confrontar as fábulas “humanas”, na cidade grande, exigindo sua liberdade de direito. Porém as coisas tomaram outras proporções…

A trama de A Revolução dos Bichos se desenrola com muito mais rapidez do que em Lendas no Exílio.

Não é preciso perder tempo introduzindo personagens nem explicando nada, o leitor pode ir direto ao que é importante na história e partir para as vias de fato, então é isso que o roteirista nos dá.

Entretanto, como contrapeso da rapidez/fluidez da história, temos uma trama mais rasa, sem uma grande investigação ou grande suspense. Os planos dos protagonistas são expostos logo de inicio, deixando para os mocinhos (e você, leitor) somente ir atrás da solução para sair dali.

Um ponto extremamente positivo do trabalho de Willingham é preocupar-se com a divisão de cenas entre as Fábulas. Por mais “principais” ou carismáticos que alguns personagens da série sejam, o roteiro é pensado para que cada um dos personagens, recorrente ou não, tenha espaço.

Por exemplo: no volume 1 da série Bigby Wolf, o Lobo Mau, e João protagonizam grande parte da revista. Nesta, eles são “deixados de lado”, apresentando personagens desconhecidos e relevantes para a trama, aumentando a gama de Fábulas sem excluir os outros que já tiveram seus 15 minutos de fama.

O material, assim como o primeiro volume, é de ótima qualidade. Muito bem editado, boa impressão e bom papel. Apesar de não ser um encadernado grande, proporciona uma pega boa para leitura e se comporta bem na prateleira, quando guardado. Vale o quanto custa e está na lista de leitura obrigatória.

“Um Gay Suicida em Shangri-la”, meu novo livro

Meu aniversário de 22 anos (e o segundo ano do Discípulos de Peter Pan no ar) foi comemorado uma semana antes, no evento Então, eu li: Na Estrada (postei todas as fotos aqui). No dia 11 de setembro, a data certa, lancei meu terceiro livro, “Um Gay Suicida em Shangri-la”. Inspirado na minha própria tentativa de suicídio, essa obra narra a história de Eduardo depois que ele também sobrevive à uma tentativa de suicídio.

Em vez de voltar ao mundo dos vivos infeliz e pronto pra tentar outra vez, ele resolve viver tudo de maneira diferente. Assim ele pega uma mochila de roupas, rouba dinheiro dos pais opressores e pede carona de São Paulo até o interior do Rio de Janeiro, para uma cidade chamada Estrelas.

Livro Um Gay Suicida em Shangri-la

Todo o trabalho gráfico da capa, assim como a diagramação e preparação, é meu! Além de escrever, revisar — com ajuda de pessoas preciosas, já vou falar delas — e sofrer para reescrever tudo que estava chato, montei cada pedaço do meu livro, o mais bonito esteticamente.

Sabe o que significa Shangri-la? Wikipédia explica:

“Shangri-la, da criação literária de 1925 do inglês James Hilton, Lost Horizon (Horizonte Perdido), é descrito como um lugar paradisíaco situado nas montanhas do Himalaia, sede de panoramas maravilhosos e onde o tempo parece deter-se em ambiente de felicidade e saúde, com a convivência harmoniosa entre pessoas das mais diversas procedências.”

O título remete a encontrar um paraíso perdido dentro de si, não fora — o que é a mesma coisa que a felicidade. Ou seja: todos nós buscamos nossa Shangri-la.

Livro Um Gay Suicida em Shangri-la
Livro Um Gay Suicida em Shangri-la

Dá pra ver um pouco mais da sinopse na foto acima! Depois de escrever a fantasia sombria “ereges de Santa Cruz” e o sádico romance “Sobre um garoto que beija garotos”, senti necessidade de compartilhar meus aprendizados pós-suicídio escrevendo um livro mais doce, o meio-termo entre meus dois primeiros filhotes.

Depois que revisei cinco vezes, ofereci o livro para amigos capazes e leitores interessados — como falei nesse post aqui, revisar é importante pra caramba! Tenho que agradecer ao Paulo Bessoni e ao Thiago “Hekator” Souza que me entregaram ótimas correções. Porém, o destaque vai para a Brunna Casati. Sem ganhar um tostão, ela leu o livro duas vezes para entregar um relatório completo com todos os erros e sugestões. Brunna, obrigado por dar tanto valor ao meu trabalho! Nunca vou agradecer o suficiente — e nunca vou esquecer disso ;)

Livro Um Gay Suicida em Shangri-la

A sensação de ter meu próprio livro nas mãos jamais se tornará ordinária — mesmo que já planeje lançar meu quarto título em dezembro! Preciso agradecer a você que lê o DDPP, compra meus livros e acredita no potencial de um garoto que está publicando de maneira independente, mas com muita qualidade — disso falo com orgulho! Não desista de seus sonhos! Se você se esforçar, será uma questão de tempo, nunca de um “talvez”.

Comic Book Men, quadrinhos na televisão!

Desde 2012 o canal AMC exibe nos EUA provavelmente o melhor programa de televisão (para nós) que poderiam ter pensado e olha que não é nada original.

Comic Book Men reality show loja de quadrinho

Comic Book Men reality show de loja de quadrinho

Comic Book Men foi idealizado pelo Kevin Smith, que achou ser uma boa ideia mostrar a rotina de uma loja de quadrinhos ao melhor estilo Trato Feito (esse quem tem History Channel conhece bem) e, para isso, ele chamou seu amigos de longa data (e também funcionários) que cuidam da sua loja de quadrinhos em New Jersey, a Jay and Silent Bob’s Secret Stash. Sim, o Kevin Smith tem uma loja de quadrinhos e sim, é tão original que leva o nome dos personagens dele.

O programa é gravado diariamente na loja e, ao longo do ano, Kevin visita a cidade e grava durante 4 ou 5 dias seguidos todas as tomadas em que ele aparece dentro do estúdio do podcast deles. Então, para manter a magia da televisão, os caras conversam como se Kevin fosse lá todos os dias perguntar “Ei, o que aconteceu de interessante na loja hoje?” mas na verdade tudo isso aconteceu meses atrás e a galera finge que foi ontem. Tudo pela televisão, certo?

Os episódios começaram com duração de 40 minutos mas isso durou só a primeira temporada. Da segunda em diante eles ficaram com 20 minutos de duração porém com uma grade de exibição mais “folgada”, podendo ter alguns episódios a mais do que o planejado pra compensar.

A “serie” em si é divida em 3 cenários distintos: o primeiro é o começo e o fim dos programas, que sempre acontece dentro do estúdio deles durante a gravação do podcast deles. É a turma em volta da mesa de som discutindo coisas variadas sobre o que aconteceu na loja ou algo especifico sobre algum quadrinho em questão (ou não). Algumas dessas gravações, além de irem ao ar no programa, vão ao ar no feed do podcast do programa deles (tem no iTunes).

O segundo cenário são os takes dentro da loja em si e costumam ocupar a maior parte do programa. Lá acontece de tudo, desde pessoas normais entrando e pedindo por quadrinhos “normais” até pessoas que buscam presentes pra namorados(as), pessoas que começaram a ler agora e querem os clássicos e por aí vai. Tudo serve de gatilho pros caras conversarem sobre algo, explicar algo do quadrinho ou do autor ou da história. Enfim.

Como é o Comic Book Men

Além disso acontecem as partes de compras e vendas de itens de colecionador, que costumam ser as partes mais interessantes do programa. Volta e meia aparecem pessoas vendendo revistas antigas, raridades, memorabilia e por ai vai. Nessas horas aparecem os avaliadores de itens de cultura pop e o programa fica absurdamente parecido com Trato Feito, só que nerd.

Muita coisa clássica e rara já apareceu no programa. Entre elas as primeiras edições de diversos personagens da Marvel e da DC, réplicas (e originais) dos veículos do programa do Batman do Adam West (assinado pelo mesmo e o resto da equipe), originais de artistas famosos e, um dos programas mais curiosos que eu vi até agora, a visita de Nichelle Nichols – a Tenente Uhura, de Star Trek – querendo comprar um action figure dela mesma! Ou o dia que o Kevin Smith pediu pro Hulk – Lou Ferrigno – ir até a loja ajudar um dos amigos a emagrecer.

Onde Assistir Comic Book Men

Após varias horas de pesquisas descobrimos trêsComic Book Men métodos para poder acompanhar o realy show Comic Book Men aqui no Brasil

1 – O sistema que conhecemos e adoramos é similar a netflix só que para canais ao vivo, O nome é IPTV Pago nele se acessado por um notebook pode até gravar os episódios. O Preço é muito bom a media que pesquisamos é de 20,00 mensal

2 – Realizar assinatura com uma operadora de tv via satelite por exemplo a claro, o serviço que ela oferece o canal que passam por aqui a AMC Brasil, o grande problema que precisa comprar um pacote anual e comprar varios canais junto, ou seja o valor fica muito alto mensal

3 – O terceiro é melhor jeito de assistir o Comic Book Men por que é o mais barato entre os citados é o Servidor CS com esse serviço você precisa de um receptor compatível com sistema cs e antena apontada, ao contrario do iptv que precisa de apenas uma internet de qualidade, esse sistema o valor médio é de 10,00 mensal se pagar por mais de um mês que não é difícil. Ainda pode ser gerado um teste cs 24 horas grátis ótimo não é?

E o terceiro cenário, que não acontece muito, é quando o pessoal da loja sai de lá para fazer alguma coisa na rua, seja procurar algo em especifico, ir em convenções, mercados de pulga ou até mesmo ajudar algum cliente antigo da loja (o que acontece bastante).

Conclusão

Enfim, é um programa curto, divertido e com bastante informação que – de fato – é interessante e útil pra nós, que gostamos (mais do que deveríamos) de quadrinhos. No Brasil o programa foi adquirido pelo grupo Fox e é exibido no NatGeo, sob o EXCELENTE nome de Maníacos por Comics. Com certeza quem traduziu foi alguém que nomeia filmes no SBT, tenho certeza.

Daytripper – Dica de Leitura

Como seria o seu dia se este fosse o seu último dia de vida?

É uma pergunta, ao mesmo tempo, complexa, simples e totalmente cliché mas que retrata – ou melhor – resume muito bem a “premissa” de Daytripper.

Daytripper

Daytripper é uma obra nascida das mãos e mentes dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, quadrinistas a frente do blog 10 pãezinhos e responsáveis por obras como Umbrella Academy e Casanova. Nela acompanhamos a(s) vida(s) de Brás de Oliva Domingos, um não-romancista fracassado e escritor de obituários.

Sua história começa exatamente no ponto em que sua vida termina, o que pode parecer meio sem sentido, quiça confuso mas que norteia muito bem toda a narração.

No quadrinho somos apresentados a diversas épocas da vida de Brás, com várias versões diferentes dele mesmo, desde um pequeno garotinho até um homem de idade avança e, não perdendo o gancho da pergunta que abriu esse post, vemos como foram os últimos momentos e as últimas decisões da vida de Brás em cada uma dessas versões, dessas épocas.

Por vezes essas passagens mostram-se grande viagens lisérgicas enquanto outras apresentam-se como reflexões realistas e cruas demais. Aproveitando-se de diversas ferramentas de narrativa e um pouquinho da marotagem teórica do paradoxo do gato de Schrödinger, vemos como Brás conseguiu vislumbrar várias versões, vertentes e desenrolamentos de sua vida a partir de cada decisão que ele possa ou não ter tomado.

São histórias que não se ligam, não partem – em momento algum – de um lugar comum e, definitivamente, não acabam no mesmo lugar somente da mesma maneira porém, ainda assim, mostram como aquele velho ditado de que “o destino é imutável e nenhuma decisão sua pode mudá-lo” pode ser bem verdade, até quando o seu destino não é o que realmente lhe parece.

Daytripper nasceu um clássico e sair de uma publicação mensal na Vertigo americana, assinada por dois estrangeiros, e tornar-se um encadernado premiado pelo Eisner Award (o Oscar dos quadrinhos, sic) é a pura prova disso. É um quadrinho complexamente simples, envolvente, dramático e belo no sentido mais puro da palavra.

E, nas palavras de Gerard Way – parceiro dos irmãos em Umbrella Academy – e Becky Cloonan:

Eles eram dois garotos viajando pelo mundo com o portfólio debaixo do braço e agora estão finalmente realizando a obra de suas vidas. O que mais espanta é que, para eles, isto é só o começo.

Gerard Way

Moon e Bá desenvolveram uma história assustadoramente humana, enredando os momentos que definem quem somos para tecer uma trama sobre vida e morte. Daytripper é uma experiência que vai seguir te acompanhando muito depois de terminada a leitura.

Becky Cloonan

Daytripper coleciona prêmios e fãs, além de ser – de longe – a HQ brasileira de maior sucesso no exterior, atualmente.

Para comprar

Edição capa dura, na Saraiva
Edições de cartonada ou capa dura (R$24,90 / R$62), na Comix