Alan Moore cria antologia digital

Saudações tripulantes que odeiam Prestobarba!

Pelo visto os quadrinhos digitais atraíram um nome de peso. Electricomics, o novo projeto de Alan Moore será tanto uma antologia com material inédito do espantoso barbudo e seus incríveis amigos quetambém servirá como plataforma para que outros autores possam publicar suas histórias.

Alan Moore cria antologia digital

Chegado em experimentações desde a incompleta minissérie Big Numbers, o mago inglês pretende descobrir todas as possibilidades narrativas e visuais dos quadrinhos digitais. Para isso, ele reunirá outros autores que toparam o desafio de criar histórias dentro desta premissa.

Entre os anunciados estão: Garth Ennis e Peter Snejbjerg que contarão uma história sobre a primeira guerra mundial, Peter Hogan cujo conto de horror modernista intitulado Cabaret Amygdala pode surpreender os leitores; além disso, ainda   teremos Sway a história de viagens no tempo de Leah Moore e John Reppion e Moore em pessoa escrevendo Big Nemo, que está sendo divulgada como continuação da clássica série de Windsor Mckay.

Antologia Alan Moore

A antologia ainda não tem data de lançamento, mas certamente ouviremos falar muito dela quando for lançada. Brigado com quase todas as editoras, Moore se associou a Mitch Jenkins para montar a Orfans of the Storm, empresa que “publicará” a antologia. Leah Moore será a editora.

O mecenas da empreitada será o Digital R&D Fund for the Arts e Ocasta Studios está desenvolvendo o aplicativo.

Empolgados com a novidade? O que vai ter de putinha do Moore querendo participar do projeto não tá no gibi.

Fonte: Newsarama

Marvel! e Os Fabulosos Vingadores

Há algum tempo o mercado de quadrinhos vêm sendo agitado por burburinhos, boatos, especulações e previews de o que a Marvel pretende fazer com a tal linha de publicações da Marvel Now.

Marvel Now

Para aqueles com vista grossa, a Marvel Now pode ser considerada só mais um grande evento / mega-saga envolvendo os maiores títulos da editora, o que pode ser um problema se for tratado desta maneira visto que – cada dia mais – as grande sagas diminuem o espaço de tempo entre elas, deixando de ser algo grande e tornando-se algo casual, somente mais uma ferramente caça níquel.

Porém, mercadologicamente, Marvel Now é o contra-ataque direto ao que a ~distinta concorrência~ fez em 2011 com seu reboot e os novos 52. A diferença aqui é que a Marvel não alterará nada na cronologia de seus heróis, o que passou, passou. O intuito de Marvel Now é integrar mais alguns títulos, alavancando as vendas envolvendo todos em uma única trama. Ou seja, mais uma mega-saga. ¬¬

Alguns títulos, casualmente, terão seus números de lançamento zerados, voltando aos one shot #00 ou #01. Alguns sofrerão um acréscimo de volume, como aconteceu com o Homem Aranha Ultimate, que passou pela numeração em V2 e agora está em V3. O que não influência em nada, diretamente, da história mas serve como “marcação” para uma grande mudança dentro da história. É como se fossem capítulos novos dentro das publicações mensais.

Além disso, várias revistas continuarão seguindo sua numeração normal ou entrarão no mercado como spin-offs de outras existentes, como é o caso da segunda publicação inicial da Marvel Now, Red She-Hulk, que inicia uma publicação dela porém continuando a partir da numeração que vinha sendo publicada nas mensais do Hulk: Mayan Rule, entrado no mercado como #58 ao invés de 01.

O foco de atenções aqui é a publicação inicial de Os Fabulosos Vingadores, ou Uncanny Avengers para os puristas. Aqui nota-se a continuação direta da última mega-saga da editora: Vingadores vs X-Men.

Spoiler adiante

A trama começa, ou continua dependendo do ponto de vista do leitor, com o Avalanche sofrendo uma lobotomia/implante cerebral. Paralelo a isso vemos o irmão de Scott Summers indo visitar seu irmão que encontra-se preso e vendado em uma câmara de energia após a morte do Professor X.

A edição inicial não mostra muito, só serve para situar o leitor no que está para acontecer e mostrar o tamanho do pepino que devemos esperar que, no caso, resume-se ao Caveira Vermelha de posse do cérebro de Charles Xavier, prometendo dominar o mundo com seus poderes psíquicos.

O que eu acho? Prefiro não opinar com tão pouco material publicado mas o departamento de “vai dar merda” já está me ligando aqui dizendo que a chance de dar merda é grande.

Adam Warlock no Vingadores?

No final de semana, Jim Starlin postou um curioso link em seu Facebook.

Informações de Adam Warlock em Vingadores

Segundo o site indicado a trama do terceiro Vingadores seria a Saga do Infinito. Se a suposição for verdadeira, Adam Warlock, que foi um personagem importante nas histórias do Infinito faria sua primeira aparição nos cinemas.

Com o surgimento de Thanos no primeiro Vingadores e as joias do infinito sendo citadas em todos os filmes “cósmicos” da Marvel

E é sempre bom lembrar que Starlin chegou a ser proibido de usar suas duas criações. Após ter ressuscitado Adam Warlock em uma de suas sagas, o artista foi avisado que a Marvel tinha outros planos para suas criações e ele foi obrigado a abandonar o novo projeto que envolveria Thanos e Warlock e foi ressuscitar o título Savage Hulk.

Em seu Facebook Starlin informou que recebeu a permissão da editora para usar os dois personagens, o que garante que a qualquer momento veremos Infinity Duel, a próxima saga de seus personagens.

Será que teremos Warlock e suas pérolas niilistas nos cinemas? Você gostaria de ver uma versão live action do personagem?

2 por 1! / Homens-Aranha e um mistério…

Enfim uma das coisas mais improváveis, para não dizer impossíveis e indesejáveis, do universo aracnídeo aconteceu: Peter Parker e Miles Morales se encontraram!

É verdade, amiguinhos…

2 Homens-Aranha juntos

Um dos grandes argumentos que fazia os fãs do cabeça de teia não imaginarem tal encontro baseava-se na dúvida de como unir dois personagens de universos distintos. A única saída aparente seria tocar o puteiro na linha espaço-temporal das duas linhas editoriais, causar uma catastrofe gigante e criar um buraco negro ou vórtice temporal que servisse de porta entre os dois universos e por aí vai, causando o maior fuzuê e etc.

SÓ QUE NÃO! A resposta certa nunca é a mais óbvia mas, quase sempre, é a mais simples. Porque não usar um dos inimigos mais corriqueiros do herói, adorado por muitos e odiados por multidões? Sim! Mistério!

2 Homens-Aranha

Aquele que, por muito tempo – e na mão de muitos roteiristas – foi subutilizado e rebaixado ao segundo escalão de vilões do Aranha, caiu como uma luva no impasse de como colocar os dois amigões da vizinhança frente a frente. Una à isso algum tipo de tecnologia bizarra, digna de Tony Stark e Reed Richards, e pronto! O circo está armado.

No primeiro volume, de um total de cinco edições, não recebemos grandes detalhes da trama, do que está acontecendo ou do que está para acontecer. Tudo que acontece, acontece rápido – como toda boa história do Aranha – e, quando você menos percebe, nosso herói faz uma burrada e a vaca vai pro brejo.

A revista termina no melhor estilo novela da Globo: mocinhos se encontrando, embasbacados, sem entender nada. É ÓBVIO que você vai ficar roendo as unhas até o volume dois chegar pra saber o que vai acontecer, nem precisava ter história boa pra isso acontecer.

O roteiro está nas mãos de Brian Michael Bendis, ninguém mais ninguém menos que o cara responsável por grande parte do que o universo Ultimate é hoje. Além disso, consta no curriculo do cara, trabalhos com Demolidor, Alias, a saga Dinastia M e a excelente HQ policial Powers.

Quem assume os desenhos é Sara Pichelli. Sara é uma das artistas da nova leva dos quadrinhos, trabalhando a “pouco tempo” com a Marvel. Já desenhou alguma coisa dos X-Men e, a partir do segundo volume de Ultimate Comics: Spider-Man, Sara foi contratada como artista principal responsável pelo aracnídeo na linha editorial.

quadrinho do homem aranha

Para os fãs de longa data do amigão da vizinhança, junto com o traço mais “pop” – definido assim por ela mesma – é possivel identificar algumas referências ao estilo clássico do desenho, principalmente na movimentação do Aranha, nos remetendo à dinâmica utilizada na década de 80 e 90 por John Romita Jr. e Todd McFarlane.
Por fim, mas não menos importante, a colorização fica na responsabilidade de Justin Ponsor. Justin é um colorista recorrente nas revistas do Aranha no universo Ultimate, já tendo – também – trabalhado em algumas edições dos X-Men e dos Vingadores, além de ter colorido uma boa parte da mega-saga Fear Itself (A Essência do Medo aqui no Brasil). O que recebemos nessa revista é uma pintura digital repleta de tons e sobre-tons muito bem definidos e delineados com alguns efeitos de pintura com aquarela, só como requinte.

Um trabalho muito bem capitaneado pelo trio, que empolga e cativa. Uma pena ser uma revista tão curta e que dure um mês para continuar…

Comic Book Men, quadrinhos na televisão!

Desde 2012 o canal AMC exibe nos EUA provavelmente o melhor programa de televisão (para nós) que poderiam ter pensado e olha que não é nada original.

Comic Book Men reality show loja de quadrinho

Comic Book Men reality show de loja de quadrinho

Comic Book Men foi idealizado pelo Kevin Smith, que achou ser uma boa ideia mostrar a rotina de uma loja de quadrinhos ao melhor estilo Trato Feito (esse quem tem History Channel conhece bem) e, para isso, ele chamou seu amigos de longa data (e também funcionários) que cuidam da sua loja de quadrinhos em New Jersey, a Jay and Silent Bob’s Secret Stash. Sim, o Kevin Smith tem uma loja de quadrinhos e sim, é tão original que leva o nome dos personagens dele.

O programa é gravado diariamente na loja e, ao longo do ano, Kevin visita a cidade e grava durante 4 ou 5 dias seguidos todas as tomadas em que ele aparece dentro do estúdio do podcast deles. Então, para manter a magia da televisão, os caras conversam como se Kevin fosse lá todos os dias perguntar “Ei, o que aconteceu de interessante na loja hoje?” mas na verdade tudo isso aconteceu meses atrás e a galera finge que foi ontem. Tudo pela televisão, certo?

Os episódios começaram com duração de 40 minutos mas isso durou só a primeira temporada. Da segunda em diante eles ficaram com 20 minutos de duração porém com uma grade de exibição mais “folgada”, podendo ter alguns episódios a mais do que o planejado pra compensar.

A “serie” em si é divida em 3 cenários distintos: o primeiro é o começo e o fim dos programas, que sempre acontece dentro do estúdio deles durante a gravação do podcast deles. É a turma em volta da mesa de som discutindo coisas variadas sobre o que aconteceu na loja ou algo especifico sobre algum quadrinho em questão (ou não). Algumas dessas gravações, além de irem ao ar no programa, vão ao ar no feed do podcast do programa deles (tem no iTunes).

O segundo cenário são os takes dentro da loja em si e costumam ocupar a maior parte do programa. Lá acontece de tudo, desde pessoas normais entrando e pedindo por quadrinhos “normais” até pessoas que buscam presentes pra namorados(as), pessoas que começaram a ler agora e querem os clássicos e por aí vai. Tudo serve de gatilho pros caras conversarem sobre algo, explicar algo do quadrinho ou do autor ou da história. Enfim.

Como é o Comic Book Men

Além disso acontecem as partes de compras e vendas de itens de colecionador, que costumam ser as partes mais interessantes do programa. Volta e meia aparecem pessoas vendendo revistas antigas, raridades, memorabilia e por ai vai. Nessas horas aparecem os avaliadores de itens de cultura pop e o programa fica absurdamente parecido com Trato Feito, só que nerd.

Muita coisa clássica e rara já apareceu no programa. Entre elas as primeiras edições de diversos personagens da Marvel e da DC, réplicas (e originais) dos veículos do programa do Batman do Adam West (assinado pelo mesmo e o resto da equipe), originais de artistas famosos e, um dos programas mais curiosos que eu vi até agora, a visita de Nichelle Nichols – a Tenente Uhura, de Star Trek – querendo comprar um action figure dela mesma! Ou o dia que o Kevin Smith pediu pro Hulk – Lou Ferrigno – ir até a loja ajudar um dos amigos a emagrecer.

Onde Assistir Comic Book Men

Após varias horas de pesquisas descobrimos trêsComic Book Men métodos para poder acompanhar o realy show Comic Book Men aqui no Brasil

1 – O sistema que conhecemos e adoramos é similar a netflix só que para canais ao vivo, O nome é IPTV Pago nele se acessado por um notebook pode até gravar os episódios. O Preço é muito bom a media que pesquisamos é de 20,00 mensal

2 – Realizar assinatura com uma operadora de tv via satelite por exemplo a claro, o serviço que ela oferece o canal que passam por aqui a AMC Brasil, o grande problema que precisa comprar um pacote anual e comprar varios canais junto, ou seja o valor fica muito alto mensal

3 – O terceiro é melhor jeito de assistir o Comic Book Men por que é o mais barato entre os citados é o Servidor CS com esse serviço você precisa de um receptor compatível com sistema cs e antena apontada, ao contrario do iptv que precisa de apenas uma internet de qualidade, esse sistema o valor médio é de 10,00 mensal se pagar por mais de um mês que não é difícil. Ainda pode ser gerado um teste cs 24 horas grátis ótimo não é?

E o terceiro cenário, que não acontece muito, é quando o pessoal da loja sai de lá para fazer alguma coisa na rua, seja procurar algo em especifico, ir em convenções, mercados de pulga ou até mesmo ajudar algum cliente antigo da loja (o que acontece bastante).

Conclusão

Enfim, é um programa curto, divertido e com bastante informação que – de fato – é interessante e útil pra nós, que gostamos (mais do que deveríamos) de quadrinhos. No Brasil o programa foi adquirido pelo grupo Fox e é exibido no NatGeo, sob o EXCELENTE nome de Maníacos por Comics. Com certeza quem traduziu foi alguém que nomeia filmes no SBT, tenho certeza.

Os Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico Vol. 1

duas maiores editoras de quadrinhos americanas um certo cansaço abateu-se sobre mim. A busca por mais sincronização com seus universos cinematográficos e de games causou um bloqueio criativo na maioria dos roteiristas de hq.

Maiores Clássicos do Quarteto Fantástico quadrinhos

Ninguém mais arrisca nada (e se arrisca não sabemos pois os editores abortam os projetos antes mesmo que alguém os tenha visto no papel) e nos vemos presos em publicações com belas artes (acho sim que os desenhistas atuais são bem competentes) mas de roteiros engessados por interesses corporativos dos mais variados.

Foi quando decidi resgatar um período clássicos dos anos oitenta: o ciclo de seis anos de John Byrne no Quarteto Fantástico. E como foi prazeroso ler tantas boas histórias seguidas, tantos arcos seguidos com a arte ainda fascinante de Byrne e seus roteiros repletos de ficção científica, resgatando o Quarteto original de Stan Lee e Jack Kirby, do grupo que tentava desbravar os maiores e mais bizarros mistérios da Terra e do Universo.

Em seu período está tudo lá : o Johnny Storm (Tocha Humana) imaturo e galanteador, o Ben Grimm (Coisa) sofrido mas de humor ácido, louco por sair de sua condição monstruosa, uma Susan Storm (Mulher Invisível) finalmente compreendendo melhor seus poderes e sua posição no grupo e um Reed Richards mais brilhante do que nunca.

Na fase de Byrne vemos como o poder do campo de força de Susan pode ser usado como uma arma, sendo projetado na direção do inimigo como um aríete super poderoso e ampliando sua participação efetiva no grupo nos momentos de combate, vemos um Franklin Richards com poderes imensuráveis mas que aparentam um  assustador e ainda indecifrável mistério… E vemos talvez o Doutor Destino mais poderoso, perigoso e ardiloso que já tenhamos visto até hoje – Os confrontos do Quarteto contra Victor Von Doom são dos melhores já produzidos pela Marvel, repletos de tensão, reviravoltas e o gosto de Byrne pela ficção fantástica.

Esta compilação reúne oito histórias deste período e resumem bem a variedade de temas e inimigos do período de John Byrne no Quarteto: Diablo e toda sua extravagância , a entidade espacial Ego , um retorno às origens do grupo que culmina com o retorno do Doutor Destino e as pequenas histórias fechadas em que Byrne enfoca cada um dos membros e seus problemas cotidianos (a luta por Ben Grimm tornar-se humano novamente, Johnny e sua namorada Frankie Raye e os problemas clássicos do casal Sue e Reed Richards).

A arte dinâmica aliada aos roteiros simples e cheios de ação fazem da leitura algo fácil, rápido e divertido, como poucos conseguem fazer atualmente sem soar massa véio ou juvenil demais. O Quarteto passou por outros bons roteiristas (Matt Fraction, Mark Waid, Mark Millar) mas sua fase oitentista com John Byrne sem dúvida é (claro, aliada à fase inicial com desenhos de Jack Kirby) um dos melhores períodos de um grupo de super heróis já feitos por uma editora mainstream americana.

E John Byrne ainda faria a Tropa Alfa, Vingadores da Costa Oeste, Superman, etc, etc, etc, etc

Por onde começar a ler quadrinhos?

“… mas por onde eu começo a ler histórias em quadrinhos? Como ler”

Quem aqui nunca ouviu ou fez essa pergunta, hein? Fosse você criança conversando com seu amiguinho nerdão na escola ou falando com o moleque mais velho da turma, fosse adulto e algum transeunte aleatório – ou, veja você, um amigo – perguntou isso pra você na esperança de uma resposta melhor que o genérico Turma da Mônica ou Batman. Com certeza todo mundo já se deparou com essa dúvida.

como ler quadrinhos

Começar a ler quadrinhos não é algo complexo ou muito difícil, nem possui tantas áreas cinzas e terrenos delicados a abordar como o cinema mas, ainda assim, tem alguma “metodologia” e lógica a ser seguida. Ler em si, independente do que seja, não é ruim e, via de regra, nunca vai ser um estraga-prazeres porém é claro que sempre vão haver aquelas leituras melhores e mais indicadas que as outras.

Assim como música ou o cinema os quadrinhos também possuem estilos e categorias diferentes. Então, se você quer realmente saber por onde começar a ler quadrinhos, comece pensando o seguinte:

1) Qual o tipo de histórias você gosta?

Responder isso é fácil (pelo menos para a maioria das pessoas) e não requer levar em consideração os quadrinhos para pensar nela. Você é o tipo de pessoa que gosta de heróis super poderosos ou prefere o heroísmo histórico, de capa e espada? Ou heróis não são sua praia e você prefere dramas policiais? Quem sabe suspense? Tramas sobrenaturais? Quem sabe até dramas baseados em acontecimentos históricos? Qualquer resposta é certa, desde que seja verdadeira. Achar que você talvez, quem sabe goste mais ou menos de uma coisa, sem ter a certeza e optar por pura curiosidade pode resultar em um começo infeliz e mais dificultoso nessas novas leituras então seja sincero consigo mesmo e vá no garantido (depois você vai no caprichoso XD).

Depois de responder essa pergunta o resto fica bem mais fácil porém há algo que é muito importante e muita gente, quando indica algum quadrinho para alguém novo na área, esquece e pode comprometer definitivamente o novo hobby.

2) Você tem paciência para “conhecer a história” ou prefere “viver a história”?

Explico: imagine que você nunca leu quadrinho nenhum e, depois de sair dos cinemas, você resolve ir atrás de uma revistinha dos Guardiões da Galáxia. Deve estar pensando “Nossa, o filme foi tão divertido! Se isso veio dos quadrinhos então as histórias deles devem ser legais assim também”.

Aí, na volta pra casa, você pára na livraria ou na banca e compra alguma revista deles que esteja por lá. As chances são de que, muito provavelmente, você acabe levando um volume mensal qualquer. Chegando em casa você começa a ler, empolgadão, e depois da primeira ou segunda página começa a ver que não conhece ninguém, o enredo da história não é nem um pouco igual ao que tinha no filme, os personagens estão indo ou voltando ou fazendo algo em algum lugar que você não faz ideia de por que ou pra quem ou como. E por aí vai, é só o começo das dúvidas.

Antes do fim da revista você provavelmente já desistiu porque não estava entendendo mais nada e não fazia sentido, o que deveria ser divertido ficou enfadonho e matou seu interesse antes de terminar de despertá-lo.

Se você é o tipo de pessoa que tem paciência com as coisas e prefere conhecer o terreno por onde está andando, você não vai se incomodar de ir atrás de revistas antigas, ler uma ou outra velharia que explique a origem do personagem ou algo assim, algo que seja o suficiente pra lhe munir como o básico necessário pra entender o que está acontecendo nas outras revistas. Essa pessoa, quase sempre, não começa com revistas mensais, avulsas e sem começo nem fim.

Agora, se você prefere viver a história, vendo o que acontece e como é resolvido, independente de quem esteja resolvendo ou de onde vieram e não tem pressa em saber quem é quem e qual o motivo de tudo, esperando para ver o que acontece na história nas próximas revistas, daí talvez – e é um talvez bem grande – você consiga começar a ler por uma ou outra revista mensal especifica.

Mas, independente de tudo isso, os quadrinhos nunca serão como nos filmes. Ponto final. Entenda isso e seu começo vai ser 50% mais fácil e menos estraga-prazeres.

Mas próximas postagens tentarei resumir o que há de melhor (na minha opinião) em cada categoria de histórias em quadrinho. Muita coisa vai ficar de fora mas, como é pra ser um começo, já vai servir. Então, sente, relaxe, tire os calçados e boa leitura.

Começando nos quadrinhos Policiais

100 balas

Se um estranho lhe oferecesse a oportunidade única de cometer um assassinato e fugir ileso, você aceitaria? Nessa série diferentes cidadãos comuns, pessoas ordinárias, têm a oportunidade de se vingar de uma pessoa que alguma vez as tenha prejudicado, sem consequências. Girando sempre em torno de protagonistas diferentes, com histórias diferentes a cada revista, toda a série sustenta-se em um mesmo personagem: o agente Graves, o homem da maleta com um revolver, 100 balas e um “passe livre da prisão”. Com garantia de imunidade total, o que você faria?

quadrinhos Policiais

Powers

Super-heróis cruzam o céu das cidades como relâmpagos e lanças de fogo. Vilões extravagantes ousam assaltos em plena luz do dia. Criaturas aalienígenassemelhantes a semideuses enfrentam-se em batalhas épicas no céu noturno das cidades. Enquanto isso, nas ruas sujas cidade adentro, os detetives de homicídios Christian Walker e Deena Pilgrim só tentam fazer seu trabalho. Combinando os gêneros de fantasia de super-herói, crime noir e o cotidiano clássico da polícia, a série segue as vidas dos detetives atribuídos a investigar casos que envolvam pessoas com habilidades sobre-humanas (superhuman abilities), que são referidos coloquialmente como “poderes” (powers).

Happy!

Conheçam Nick Sax, um corrupto, embriagado ex-policial que virou um matador de aluguel, à deriva em um pegajoso e sombrio mundo de homicídios casuais, sexo sem alma, eczemas e traições. Com um trabalho de aluguel que deu errado, uma bala alojada no corpo, a polícia e a máfia em sua cola, e um monstruoso assassino de crianças em uma roupa de Papai Noel à solta, Nick e seu mundo serão mudados para sempre neste Natal. Por um pequeno e falante cavalo azul imaginário chamado Happy.

Casanova

Em Casanova conhecemos a I.M.P.E.R.I.O., uma agência internacional de super-espionagem responsável por manter a paz e a ordem no mundo. Cornelius, pai de Casanova, é o diretor e chefão todo poderoso da agência. Zephyr, sua irmã gêmea, é a principal agente de campo da I.M.P.E.R.I.O. e que começa a história investigando uma perturbação no tecido do continuum do tempo-espaço. Enquanto isso Casanova Quinn, um ladrão decadente e também a ovelha negra da família, é raptado através de dimensões paralelas onde o significado de sua sobrevivência repousa sob a máscara do maior agente secreto que o mundo já conheceu … Casanova Quinn.

Como avaliar a classificação de um quadrinho?

Se algum colecionador de quadrinhos pensou em sair – ou de fato saiu – da parte em que a coleção era somente um hobby qualquer e partiu para a parte hardcore, “profissional”, certamente uma das primeiras coisas com a qual se deparou foram as avaliações ou graduações das revistas.

Se você nunca viu, as graduações – muito comuns lá fora e raras aqui no brasil – são o que certificam e garantem ao dono e/ou futuro comprador sobre a integridade da revista. Por integridade pode-se considerar praticamente tudo que compõe a peça, desde certificar que de fato é uma revista original e não alguma cópia ou, por vezes, reimpressão mais atual, até garantir que todas as páginas estão em ordem, se os grampos estão novos ou soltos, se enferrujaram as páginas, se há danificações nas orelhas ou lombada. Enfim, absolutamente TUDO na revista é analisado e avaliado.

Depois de tudo analisado a revista recebe um código próprio, que pode variar entre tarja magnética, código de barras ou QR Code, e é lacrada em uma embalagem de plástico rígido, que irá garantir que a peça não poderá ser violada nem manuseada para diminuir a avaliação que recebeu e, por consequência, perder o valor de coleção.

A escala básica de avaliação para as revistas costuma transitar entre Near Mint (mais alta) e Poor (mais baixa) e utiliza a classificação por letras, para designar a qualidade aparente geral da revista. Sendo, inteira, assim:

  • NM – Near Mint
  • VF – Very Fine
  • FN – Fine
  • VG – Very Good
  • GD – Good
  • FR – Fair
  • PR – Poor

Porém essa não é a avaliação final, que fica registrada no material, ela servirá como guia para receber a avaliação final. Pode não fazer muito sentido, avaliar a mesma coisa duas vezes para dar duas notas diferentes, mas as instituições que trabalham com isso costumam ter – no mínimo – três pessoas diferentes avaliando a mesma peça, cada um julgando um aspecto diferente. Então, no final e com base na nota básica de cada um, é possível avaliar a peça como um todo e ter uma avaliação geral, mais detalhada e precisa.

A escala de classificação final trabalha com avaliação numérica, que acompanha as letras da avaliação anterior, e vai de 0 a 10, sendo completa assim:

  • 10.0GM Gem Mint
  • 9.9M Mint
  • 9.8NM/M Near Mint/Mint
  • 9.6NM+ Near Mint+
  • 9.4NM Near Mint
  • 9.2NM- Near Mint-
  • 9.0VF/NM Very Fine/Near Mint
  • 8.5VF+ Very Fine+
  • 8.0VF Very Fine
  • 7.5VF- Very Fine-
  • 7.0FN/VF Fine/Very Fine
  • 6.5FN+ Fine+
  • 6.0FN Fine
  • 5.5 FN- Fine-
  • 5.0VG/FN Very Good/Fine
  • 4.5VG+ Very Good+
  • 4.0VG Very Good
  • 3.5VG- Very Good-
  • 3.0GD/VG Good/Very Good
  • 2.5GD+ Good+
  • 2.0GD Good
  • 1.8GD- Good-
  • 1.5FR/GD Fair/Good
  • 1.0FR Fair
  • 0.5PR Poor

Ou seja, se na avaliação básica inicial a revista foi julgada como muito boa, VF – Very Fine, você (e a equipe de avaliação), já sabem que a nota final de classificação da revista estará entre 7.5 e 9.0 e assim sucessivamente.

Já vimos que os quadrinhos são classificados por uma escala de letras e números, agora vocês saberão o que cada um deles significa.

Near Mint (NM)

Um exemplar NM deverá estar em condições quase perfeitas – praticamente novo -, com apenas alguns defeitos muito minúsculos que beiram a insignificância. Pequenos defeitos que são aceitáveis em um exemplar NM são: uma quantidade muito pequena de saliências na lombada da revista porém sem quebras de cor, casos muito pequenos de amassados (dois ou três, no máximo, e minúsculos), cantos ligeiramente achatados e poucas e pequenas dobras (menos de 1/8 de polegada, o que é algo em torno de 3 milímetros), também sem quebras de cor.

Na escala de classificação de dez pontos, uma graduação máxima inferior, como 9.2, permitirá que estes defeitos possam aparecer em maior quantidade enquanto que em um grau de uma classe mais elevada, como 9.8, pode não haver defeito visível algum. “Mas Cleverson, se a revista não possui defeito visível algum porque ela não leva um 10.0?”

Pelo seguinte: mesmo não aparentando nenhum pequeno defeito como os citados sempre irá haver alguma coisa que desclassifique a revista como perfeita, seja no manuseio pelo correio ou pela banca/livraria/comic shop, ou qualquer coisa semelhante. Por mais que ninguém enxergue o resultado dessas ações, elas são consideradas, por isso o máximo que se tem o costume de graduar uma revista é 9.8. 10.0, só na saída da boca da impressora na gráfica.

Very Fine (VF)

Uma cópia VF tem pequenos defeitos mas ainda está em excelentes condições. Quadrinhos mais atuais que foram bem guardados (e especialmente se eles foram lidos) se enquadram nesta categoria. Defeitos aceitáveis em um VF são pequenos e incluem: um pequeno desgaste dos cantos, um pequeno acúmulo de stress na lombada da revista que pode incluir algumas quebras de cores, pequenas marcas nas extremidades, e curvas ou dobras menores de 1/4 de polegada – 6 milímetros e meio – (notem que em uma cópia VF , é aceitável alguma quebra de cor nas dobras ou curvas das páginas).

Fine (FN)

Uma história em quadrinhos em condição FN é considerada “acima da média”, mas ainda apresenta algum desgaste. Em geral, o apelo visual da revista cai um pouco devido a uma acumulação de pequenos defeitos ou um ou dois defeitos moderados (não as duas situações juntas). Defeitos aceitáveis numa cópia FN incluem: lombada levemente curvada (costuma acontecer quando revistas grampeadas são guardadas empilhadas de forma errada ou são enroladas), moderada acumulação de stress na lombada da revista que pode incluir algumas quebras de cores, marca ou dobra na lombada de menos de 1/2 polegadas – 1,2 centímetros – , pequenas manchas de água ou outro resíduo (menos do que o tamanho de uma moeda) e um dos cantos machucados.

Very Good (VG)

Uma história em quadrinhos em condição VG já mostra alguns desgastes significativos mas não acumulou defeitos suficientes para reduzir seu apelo visual a tal ponto que ela não seja uma cópia desejável. Uma cópia VG pode ter um acúmulo de pequenos defeitos ou um ou dois grandes. Defeitos aceitáveis em uma cópia VG incluem: lombada enrolada, rachadura de 1/2 a 1 polegada (1,2 a 2,5 centímetros) na lombada ou outros rasgos, capa ou páginas centrais destacada de um dos grampos, descoloração devido à oxidação, e um acúmulo moderado de danos causados pela água ou coloração.

Good (GD)

Uma cópia GD tem grandes defeitos mas ainda está completa e legível. Uma cópia GD vai ter uma quantidade significativa de danos, geralmente uma acumulação de defeitos menores pontuados com alguns defeitos maiores. Defeitos aceitáveis em uma cópia GD incluem: Um grande vinco vertical na lombada, de 1,5 a 2 polegadas (3,8 a 5,1 centímetros), capa ou paginas internas totalmente soltas dos grampos, grandes rasgos, descoloração massiva ou fragilidade nas páginas devido à oxidação, grandes quantidades de coloração, resíduos e danos causados pela água.

Fair (FR)

Um FR é o grau mais baixo que uma história em quadrinhos pode receber, desde que a história e arte estejam completos. Uma cópia FR terá praticamente nenhum apelo visual e irá exibir grandes danos. A história em quadrinhos em condição FR pode ter elementos que não façam parte da história, tais como cupons, páginas de anúncios ou selos cortadas ou destacadas do livro. Tipos de danos que colocam uma história em quadrinhos na faixa FR incluem: Um vinco na lombada de até 2/3 do comprimento da revista, uma capa ou contra-capa faltando porém com a restante ainda presa pelos grampos, graves danos causados por água ou outros resíduos, mofo e deterioração do papel devido à oxidação.

Poor (PR)

Em histórias em quadrinhos em condição PR podem estar faltando até 4 páginas da história ou exibir danos graves que afetam a legibilidade do livro.

SDCC: Criadores falam sobre AXIS e seus desdobramentos

Querem saber mais sobre AXIS, o evento que possivelmente mudará a cara da Marvel? Eles andaram falando sobre isso na San Diego Comic Com. O editor chefe Axel Alonso, os editores Mike Marts e Nick Lowe e o roteirista Rick Remender falaram não só a respeito do projeto como de outros.

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O primeiro update é do novo Capitão América. Além de manter suas asas ele terá um novo Nômade como parceiro. Após dormir com a filha de Arnin Zola, o ex-Falcão terá a companhia do irmão dela que foi adotado por Steve Rogers na Dimensão Z.  O maior inimigo da dupla será uma nova encarnação da Hidra, provavelmente uma releitura do que temos visto no MCU. Remender elogiou o trabalho de Stuart Immonen e avisou que os fãs devem ficar atentos à última página da edição 25. Nela serão plantadas as sementes tanto da nova Hidra quanto dos vilões que aparecerão na série do Soldado Invernal escrita por Remender. Sobre a Graphic novel Avengers: Rage of Ultron foi dito que será como a Piada Mortal, uma edição separada que teve base nos flashbacks e alterou o status quo dos personagens nas edições de linha ao longo dos anos. O que acontece no passado influenciará as histórias que serão contadas com a formação dos Vingadores pós AXIS.  Na história veremos Starfox e um novo tipo de Ultron. Outro personagem que ganhará destaque é o Visão, cuja missão do roteirista é mostrar o quanto o androide é fodão. As edições 24 de Uncanny Avengers e Capitão América, nove de Magneto e seis de Loki: Agent of Asgard estarão ligadas ao evento AXIS.  Magneto terá um papel importante na saga, já os títulos escritos por Remender terão de lidar com os planos de Arnin Zola e do Caveira Vermelha.  O evento terá três atos e todos estão tentando tomar cuidado para que o final do segundo ato não vaze. O vilão Homem-Planta retornará no evento e os Vingadores terão de lidar com ele. O Homem-Planta é um dos vilões preferidos do roteirista que queria traze-lo de volta há algum tempo.  Ciclope e Destrutor enfrentarão uma séria ramificação do evento e estarão na capa do segundo número da série. AXIS: Carnage terá um artista que todos amarão e AXIS: Hobgoblin terá muitas ligações com a saga principal, além de envolver a Goblin Nation. Correndo por fora teremos uma série apenso: AXIS: Revolutions. A partir de outubro Uncanny Avengers mostrará o confronto entre Magneto e Caveira Vermelha, o que levará ao cerne de AXIS, que será o conflito entre Magneto e Feiticeira escarlate e a solução que encontram para resolver o problema, uma solução capaz de criar mais problemas do que soluções. Também em outubro teremos as entradas de Deadpool e All New X-Factor na contenda. O Quarteto Fantástico não estará na história, mas os editores já têm algo planejado proa quatro aventureiros. O Duende Verde que foi substituído pelo Duende Macabro na capa da primeira edição. Segundo os editores Osborne cogitado, mas não se encaixava na série e o Massacre Vermelho só entrou na série porque Tom Brevoort insistiu muito. Remender entrou na defensiva, mas cedeu e achou uma boa ideia. Remender comentou que como qualquer roteirista aproveita muitas ideias boas que não foram usadas em seus títulos anteriores e que sim, algumas a forma que ele escreve é afetada pelos eventos. Um bom exemplo foi a ideia que ele e Kieron Gillen tiveram de que Tony Stark criaria um aplicativo baseado na linguagem de código do Extremis que será a base do novo título do personagem e começará a ser usada na saga.  A ideia infeliz será responsável pelo retorno de um vilão que surpreenderá a todos. Também foi dito que Jaime Madrox reaparecerá, mas não num título ligado aos X-Men. Remender disse que os X-Men estão acabados, uma piada que pode ter um grande fundo de verdade. O roteirista desmentiu o plano de matar Ciclope e disse que os X-Men serão uma presença marcante em sua nova saga. Também veremos o retorno de um vilão dos X-Men que será mostrado de uma forma completamente diferente. O vilão é ligado a Apocalipse. Outro personagem que terá uma participação marcante no evento será Odinson, o Thor desmerecido, o que implica que não teremos “a” Thor na série. O relacionamento do personagem com Loki será bastante explorado. Uma das ideias originais de AVX evento era matar os Vingadores e substitui-los pelos X-Men. Sobre o Capitão América negro. Eles gostaram da reação positiva.  Ainda porque ainda teremos Steve Rogers na revista, mas que ele entendeu após o arco “Nuke” que este outro homem e sua visão conversariam muito mais com a américa moderna do que ele. O projeto Avengers Now é sobre diversidade, mas surgiu a partir das diferentes ideias dos roteiristas envolvidos. Também há planos de trazer projetos com os adolescentes da Marvel e um deles será o Elixir. Aos poucos saberemos todas as novidades que a SDCC nos reserva. Ela está só começando.

Fonte: Bleeding Cool