Como avaliar a classificação de um quadrinho?

Se algum colecionador de quadrinhos pensou em sair – ou de fato saiu – da parte em que a coleção era somente um hobby qualquer e partiu para a parte hardcore, “profissional”, certamente uma das primeiras coisas com a qual se deparou foram as avaliações ou graduações das revistas.

Se você nunca viu, as graduações – muito comuns lá fora e raras aqui no brasil – são o que certificam e garantem ao dono e/ou futuro comprador sobre a integridade da revista. Por integridade pode-se considerar praticamente tudo que compõe a peça, desde certificar que de fato é uma revista original e não alguma cópia ou, por vezes, reimpressão mais atual, até garantir que todas as páginas estão em ordem, se os grampos estão novos ou soltos, se enferrujaram as páginas, se há danificações nas orelhas ou lombada. Enfim, absolutamente TUDO na revista é analisado e avaliado.

Depois de tudo analisado a revista recebe um código próprio, que pode variar entre tarja magnética, código de barras ou QR Code, e é lacrada em uma embalagem de plástico rígido, que irá garantir que a peça não poderá ser violada nem manuseada para diminuir a avaliação que recebeu e, por consequência, perder o valor de coleção.

A escala básica de avaliação para as revistas costuma transitar entre Near Mint (mais alta) e Poor (mais baixa) e utiliza a classificação por letras, para designar a qualidade aparente geral da revista. Sendo, inteira, assim:

  • NM – Near Mint
  • VF – Very Fine
  • FN – Fine
  • VG – Very Good
  • GD – Good
  • FR – Fair
  • PR – Poor

Porém essa não é a avaliação final, que fica registrada no material, ela servirá como guia para receber a avaliação final. Pode não fazer muito sentido, avaliar a mesma coisa duas vezes para dar duas notas diferentes, mas as instituições que trabalham com isso costumam ter – no mínimo – três pessoas diferentes avaliando a mesma peça, cada um julgando um aspecto diferente. Então, no final e com base na nota básica de cada um, é possível avaliar a peça como um todo e ter uma avaliação geral, mais detalhada e precisa.

A escala de classificação final trabalha com avaliação numérica, que acompanha as letras da avaliação anterior, e vai de 0 a 10, sendo completa assim:

  • 10.0GM Gem Mint
  • 9.9M Mint
  • 9.8NM/M Near Mint/Mint
  • 9.6NM+ Near Mint+
  • 9.4NM Near Mint
  • 9.2NM- Near Mint-
  • 9.0VF/NM Very Fine/Near Mint
  • 8.5VF+ Very Fine+
  • 8.0VF Very Fine
  • 7.5VF- Very Fine-
  • 7.0FN/VF Fine/Very Fine
  • 6.5FN+ Fine+
  • 6.0FN Fine
  • 5.5 FN- Fine-
  • 5.0VG/FN Very Good/Fine
  • 4.5VG+ Very Good+
  • 4.0VG Very Good
  • 3.5VG- Very Good-
  • 3.0GD/VG Good/Very Good
  • 2.5GD+ Good+
  • 2.0GD Good
  • 1.8GD- Good-
  • 1.5FR/GD Fair/Good
  • 1.0FR Fair
  • 0.5PR Poor

Ou seja, se na avaliação básica inicial a revista foi julgada como muito boa, VF – Very Fine, você (e a equipe de avaliação), já sabem que a nota final de classificação da revista estará entre 7.5 e 9.0 e assim sucessivamente.

Já vimos que os quadrinhos são classificados por uma escala de letras e números, agora vocês saberão o que cada um deles significa.

Near Mint (NM)

Um exemplar NM deverá estar em condições quase perfeitas – praticamente novo -, com apenas alguns defeitos muito minúsculos que beiram a insignificância. Pequenos defeitos que são aceitáveis em um exemplar NM são: uma quantidade muito pequena de saliências na lombada da revista porém sem quebras de cor, casos muito pequenos de amassados (dois ou três, no máximo, e minúsculos), cantos ligeiramente achatados e poucas e pequenas dobras (menos de 1/8 de polegada, o que é algo em torno de 3 milímetros), também sem quebras de cor.

Na escala de classificação de dez pontos, uma graduação máxima inferior, como 9.2, permitirá que estes defeitos possam aparecer em maior quantidade enquanto que em um grau de uma classe mais elevada, como 9.8, pode não haver defeito visível algum. “Mas Cleverson, se a revista não possui defeito visível algum porque ela não leva um 10.0?”

Pelo seguinte: mesmo não aparentando nenhum pequeno defeito como os citados sempre irá haver alguma coisa que desclassifique a revista como perfeita, seja no manuseio pelo correio ou pela banca/livraria/comic shop, ou qualquer coisa semelhante. Por mais que ninguém enxergue o resultado dessas ações, elas são consideradas, por isso o máximo que se tem o costume de graduar uma revista é 9.8. 10.0, só na saída da boca da impressora na gráfica.

Very Fine (VF)

Uma cópia VF tem pequenos defeitos mas ainda está em excelentes condições. Quadrinhos mais atuais que foram bem guardados (e especialmente se eles foram lidos) se enquadram nesta categoria. Defeitos aceitáveis em um VF são pequenos e incluem: um pequeno desgaste dos cantos, um pequeno acúmulo de stress na lombada da revista que pode incluir algumas quebras de cores, pequenas marcas nas extremidades, e curvas ou dobras menores de 1/4 de polegada – 6 milímetros e meio – (notem que em uma cópia VF , é aceitável alguma quebra de cor nas dobras ou curvas das páginas).

Fine (FN)

Uma história em quadrinhos em condição FN é considerada “acima da média”, mas ainda apresenta algum desgaste. Em geral, o apelo visual da revista cai um pouco devido a uma acumulação de pequenos defeitos ou um ou dois defeitos moderados (não as duas situações juntas). Defeitos aceitáveis numa cópia FN incluem: lombada levemente curvada (costuma acontecer quando revistas grampeadas são guardadas empilhadas de forma errada ou são enroladas), moderada acumulação de stress na lombada da revista que pode incluir algumas quebras de cores, marca ou dobra na lombada de menos de 1/2 polegadas – 1,2 centímetros – , pequenas manchas de água ou outro resíduo (menos do que o tamanho de uma moeda) e um dos cantos machucados.

Very Good (VG)

Uma história em quadrinhos em condição VG já mostra alguns desgastes significativos mas não acumulou defeitos suficientes para reduzir seu apelo visual a tal ponto que ela não seja uma cópia desejável. Uma cópia VG pode ter um acúmulo de pequenos defeitos ou um ou dois grandes. Defeitos aceitáveis em uma cópia VG incluem: lombada enrolada, rachadura de 1/2 a 1 polegada (1,2 a 2,5 centímetros) na lombada ou outros rasgos, capa ou páginas centrais destacada de um dos grampos, descoloração devido à oxidação, e um acúmulo moderado de danos causados pela água ou coloração.

Good (GD)

Uma cópia GD tem grandes defeitos mas ainda está completa e legível. Uma cópia GD vai ter uma quantidade significativa de danos, geralmente uma acumulação de defeitos menores pontuados com alguns defeitos maiores. Defeitos aceitáveis em uma cópia GD incluem: Um grande vinco vertical na lombada, de 1,5 a 2 polegadas (3,8 a 5,1 centímetros), capa ou paginas internas totalmente soltas dos grampos, grandes rasgos, descoloração massiva ou fragilidade nas páginas devido à oxidação, grandes quantidades de coloração, resíduos e danos causados pela água.

Fair (FR)

Um FR é o grau mais baixo que uma história em quadrinhos pode receber, desde que a história e arte estejam completos. Uma cópia FR terá praticamente nenhum apelo visual e irá exibir grandes danos. A história em quadrinhos em condição FR pode ter elementos que não façam parte da história, tais como cupons, páginas de anúncios ou selos cortadas ou destacadas do livro. Tipos de danos que colocam uma história em quadrinhos na faixa FR incluem: Um vinco na lombada de até 2/3 do comprimento da revista, uma capa ou contra-capa faltando porém com a restante ainda presa pelos grampos, graves danos causados por água ou outros resíduos, mofo e deterioração do papel devido à oxidação.

Poor (PR)

Em histórias em quadrinhos em condição PR podem estar faltando até 4 páginas da história ou exibir danos graves que afetam a legibilidade do livro.

SDCC: Criadores falam sobre AXIS e seus desdobramentos

Querem saber mais sobre AXIS, o evento que possivelmente mudará a cara da Marvel? Eles andaram falando sobre isso na San Diego Comic Com. O editor chefe Axel Alonso, os editores Mike Marts e Nick Lowe e o roteirista Rick Remender falaram não só a respeito do projeto como de outros.

Marvel

O primeiro update é do novo Capitão América. Além de manter suas asas ele terá um novo Nômade como parceiro. Após dormir com a filha de Arnin Zola, o ex-Falcão terá a companhia do irmão dela que foi adotado por Steve Rogers na Dimensão Z.  O maior inimigo da dupla será uma nova encarnação da Hidra, provavelmente uma releitura do que temos visto no MCU. Remender elogiou o trabalho de Stuart Immonen e avisou que os fãs devem ficar atentos à última página da edição 25. Nela serão plantadas as sementes tanto da nova Hidra quanto dos vilões que aparecerão na série do Soldado Invernal escrita por Remender. Sobre a Graphic novel Avengers: Rage of Ultron foi dito que será como a Piada Mortal, uma edição separada que teve base nos flashbacks e alterou o status quo dos personagens nas edições de linha ao longo dos anos. O que acontece no passado influenciará as histórias que serão contadas com a formação dos Vingadores pós AXIS.  Na história veremos Starfox e um novo tipo de Ultron. Outro personagem que ganhará destaque é o Visão, cuja missão do roteirista é mostrar o quanto o androide é fodão. As edições 24 de Uncanny Avengers e Capitão América, nove de Magneto e seis de Loki: Agent of Asgard estarão ligadas ao evento AXIS.  Magneto terá um papel importante na saga, já os títulos escritos por Remender terão de lidar com os planos de Arnin Zola e do Caveira Vermelha.  O evento terá três atos e todos estão tentando tomar cuidado para que o final do segundo ato não vaze. O vilão Homem-Planta retornará no evento e os Vingadores terão de lidar com ele. O Homem-Planta é um dos vilões preferidos do roteirista que queria traze-lo de volta há algum tempo.  Ciclope e Destrutor enfrentarão uma séria ramificação do evento e estarão na capa do segundo número da série. AXIS: Carnage terá um artista que todos amarão e AXIS: Hobgoblin terá muitas ligações com a saga principal, além de envolver a Goblin Nation. Correndo por fora teremos uma série apenso: AXIS: Revolutions. A partir de outubro Uncanny Avengers mostrará o confronto entre Magneto e Caveira Vermelha, o que levará ao cerne de AXIS, que será o conflito entre Magneto e Feiticeira escarlate e a solução que encontram para resolver o problema, uma solução capaz de criar mais problemas do que soluções. Também em outubro teremos as entradas de Deadpool e All New X-Factor na contenda. O Quarteto Fantástico não estará na história, mas os editores já têm algo planejado proa quatro aventureiros. O Duende Verde que foi substituído pelo Duende Macabro na capa da primeira edição. Segundo os editores Osborne cogitado, mas não se encaixava na série e o Massacre Vermelho só entrou na série porque Tom Brevoort insistiu muito. Remender entrou na defensiva, mas cedeu e achou uma boa ideia. Remender comentou que como qualquer roteirista aproveita muitas ideias boas que não foram usadas em seus títulos anteriores e que sim, algumas a forma que ele escreve é afetada pelos eventos. Um bom exemplo foi a ideia que ele e Kieron Gillen tiveram de que Tony Stark criaria um aplicativo baseado na linguagem de código do Extremis que será a base do novo título do personagem e começará a ser usada na saga.  A ideia infeliz será responsável pelo retorno de um vilão que surpreenderá a todos. Também foi dito que Jaime Madrox reaparecerá, mas não num título ligado aos X-Men. Remender disse que os X-Men estão acabados, uma piada que pode ter um grande fundo de verdade. O roteirista desmentiu o plano de matar Ciclope e disse que os X-Men serão uma presença marcante em sua nova saga. Também veremos o retorno de um vilão dos X-Men que será mostrado de uma forma completamente diferente. O vilão é ligado a Apocalipse. Outro personagem que terá uma participação marcante no evento será Odinson, o Thor desmerecido, o que implica que não teremos “a” Thor na série. O relacionamento do personagem com Loki será bastante explorado. Uma das ideias originais de AVX evento era matar os Vingadores e substitui-los pelos X-Men. Sobre o Capitão América negro. Eles gostaram da reação positiva.  Ainda porque ainda teremos Steve Rogers na revista, mas que ele entendeu após o arco “Nuke” que este outro homem e sua visão conversariam muito mais com a américa moderna do que ele. O projeto Avengers Now é sobre diversidade, mas surgiu a partir das diferentes ideias dos roteiristas envolvidos. Também há planos de trazer projetos com os adolescentes da Marvel e um deles será o Elixir. Aos poucos saberemos todas as novidades que a SDCC nos reserva. Ela está só começando.

Fonte: Bleeding Cool

A força se manifestará em dose tripla na Marvel

Saudações tripulantes que tem midiclorians correndo  em seu sangue.

Marvel

Conforme já foi anunciado em todos os meios de comunicação, com a compra da Lucasfilm a Disney devolveria os direitos para sua divisão de quadrinhos, a Marvel Comics, que voltaria a publicar quadrinhos da franquia após um hiato de quase três décadas.

Joe Quesada (sempre ele) falou do projeto em seu programa.  Segundo o gordito teremos mais de um título. Star Wars, título principal terá Jason Aaron e John Cassaday e será narrado no mesmo ponto histórico da primeira edição que saiu pela casa das ideias. Para o roteirista é como se ele tivesse sido contratado para escrever uma sequência do episódio IV já sabendo como seriam os filmes seguintes.A novidade confirma o que todos já sabiam: O universo expandido vai pro saco.

Além do título principal teremos mais dois “inesperados”. Kieron Gillen e Salvador Larroca estarão envolvidos com Star Wars: Darth Vader e Mark Waid e Terry Dodson estarão envolvidos com a minissérie em cinco edições Star Wars: Princess LeiaA série do pai explorará como um Jedi se torna Sith que foi o único sobrevivente da Batalha de Yavin se tornou um dos mais temidos líderes do império.

Apesar dele aparecer no título principal, o roteirista do título solo de Vader deixa claro que lidar com aquele grupo de rebeldes é apenas um de seus muitos afazeres.

Star Wars: Princess Leia será situada após o primeiro filme da série e apresentará ao leitor uma personagem sem chão após a morte de seus pais e a destruição de seu planeta. Na história ela terá de decidir ser será uma princesa sem trono ou assumirá suas responsabilidades como a líder capaz de reconstruir Alderaan.

Segundo Axel Alonso a mini da princesa Leia será apenas a primeira de várias minisséries baseadas no universo de Star Wars.

A sorte está lançada. Star Wars voltou a ser da Marvel e eles tem duas décadas de material que pode ser reaproveitado. A questão é saber se aproveitarão o que foi criado para os games, livros e HQs da Dark Horse. Quem sabe a Mara Jade